segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

O Gram Parsons

É o maior.

O Gram Parsons dá um pontapé na escada em direcção ao paraíso da adoração pública e crítica, onde os "clássicos" se tentam equilibrar no topo. O Gram dá um pontapé na escadote e é ver o Bob Dylan cair estatelado de nariz no chão e os óculos pretos em pedacinhos. E a poesia imcompreensível a voar em pequenos papeis perante o desinteresse geral. É ver o Mick Jagger a tentar agarrar-se esperneando e guinchando. Os Beatles, os Led Zeppelin desaparecem numa irrelevância chata e irritante típica dos copiões competentes. O Frank Zappa aumenta o volume do seu amplificador e grita a sua importância de génio musical provocador - é encaixotado numa embalagem "aborrecido - manter fechado durante tempo indeterminado". O Bowie, os Velvet, curvam-se perante o divino e descem a escada cabisbaixos. Muitos outros fazem o mesmo. Alguns na escada não queriam estar e descem soltando vivas e até que enfins! Os que barafustam são como moscas que não saem janela fora quando a abrimos de propósito. Sofrem o mesmo tratamento da mosca, uma palmada contra a parede e toca a cair verticalmente para o chão.

O Gram Parsons é o maior.

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